No banco do cinema do Brasil

15 abr

Aproveitando que já estou com a mão na massa, deixem-me propagar mais uma coletânea/mostra cinematográfica que acontece por estes dias aqui em Sampa.

Nome? CINEMA BRASILEIRO: ANOS 2000, 10 QUESTÕES.

ONDE? no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), meu filho (ali entre a Sé e São Bento, atrás da Bolsa, perto do Pátio do Colégio, depois da vista do Banespa, oops, quero dizer, Satander! Ali!)

Quando? Começou dia 13 e vai até o meu feriado, dia 1 de maio!


É uma ótima oportunidade de ver (e rever) os filmes tupiniquins da última década; e uma melhor ainda de discuti-los e entender a fase cultural e de explosão cinematográfica que nosso país vêm passando. Sim! Tem debates após a última sessão de cada dia.

A programação completinha, com direito a sinopse dos longas (e dos curtas!!!) estão no site, é só clicar AQUI.

Só tem um porém. Não sei o ocorreu, mas a relação de filmes na sinopse não é exatamente a mesma da programação. Por exemplo, tem a sinopse de A Pedra do Reino, mas o filme não consta na programação…

Mas nada que uma ligaçãozinha ou passar por lá não esclareça!

Apaga a luz!

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… e a ajuda!

15 abr

Antes que complete um mês da minha ausência bloguística, dona Ana Maria resolveu sair de sua cabine e postar aqui!

Mas vou logo avisando que, em breve, ela tomará a posição de colaboradora permanente (ouviu, senhorita?!). Por enquanto, como ela ainda está em teste, escreve a lápis… no próximo post ela ganha uma caneta bic!

Aí vai:

Olá  amigas e amigos leitores, a pedido da número 1, faço aqui a minha pequena contribuição!

Umas das matérias que eu mais curti quando estava na faculdade, foi sem sombras de dúvida a História da Arte ( Ensinada pelo Ilustre professor Joviniano, que deixava a aula muito mais dinâmica e alegre).
Confesso que a primeira vez que ouvi este nome ” Dadaísmo”(1910-1920)- que tinha como conceito readymade, ou seja, transformar produtos industriais (já “prontos”) em obra de arte; estranhei. Porém logo me simpatizei com ela… Não sei por qual motivo… mas de certa forma ela me dava uma liberdade de expressão!

Um dos principais artista, era o Marcel Duchamp que impactou muita gente com as suas obras “inusitadas” e que fazia muita gente torcer o nariz e pensar “que cara louco, o que isso significa???”



Obras, como Fonte e Roda de Bicicleta, fizeram com que muita gente ficasse se questionando o porquê daquilo e qual seu signficado…

Mas agora chega a sua vez! Você deve estar fazendo a mesma pergunta: Porque a número 2 está falando sobre isso?
E diferente de Marcel Duchamp (que sempre deixava um suspense, quando questionado) eu responderei!
A arte dadaísta era uma forma de ironizar a politica e a algemas sob qual, toda a sociedade vivia e ainda vive!  Sempre que questionado: “Mas qual a mensagem que  o Senhor quer passar com esta obra?” – Duchamp respondia: “ Nenhuma! É apenas uma roda de bicicleta em cima de uma cadeira” – ou- ” É apenas um urinol!” E isso bastava, para gerar uma discursão e alvoroçar todos presentes!
Sabe o que significa? Passamos a maior parte do nosso tempo dando explicações às pessoas que estão ao nosso redor, o porque disso ou daquilo…Dizem que vivemos em um país democrata, mas basta declarmos uma opinião diferente, para nos acusarem de preconceito…Tudo que fazemos tem sempre que ter um motivo, uma razão…
Por isso, convido a você a participar da campanha: Viva a arte dadaísta!!!
Seja feliz! Não seja a sombra dos outros! Não fique com medo de ser você mesmo! Faça a diferença neste mundo, mesmo que as pessoas achem que você não bate bem da cabeça!
Somos seres humanos e não robos! Porem na sociedade atual, não vemos mais a Liberdade de expressão! Seguimos regras, doutrinas, ordens sem questioná-las, sem buscar a verdade!

 Siga seu coração e faça sempre o bem!Chore, ria, pule, grite, cante, viaje, invente coisas novas, divirta e  Seja feliz!
E quando te perguntarem: O que isso significa?
Responda: É  uma arte dadaísta!


Pausa pra ir no banheiro….

Fecha o sacode!

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A ausência…

15 abr

Sim, eu sei, nada é mais como era antigamente; e estas bandas andam tão ermas que só falta uma tumbleweed (glossário: aquela planta seca que passa rolando entre os duelos faroestísticos dos filmes… pausa para fotinho explicativa: uma tumbleweed é um treco assim assado:


Mas eu justifico… é que minha pacata vidinha andou mais agitada. Coisas aconteceram, deste eu começar a ir para academia (e parar), até eu começar a trabalhar (e não parar!!!)…

Mas sosseguem! Aos poucos vou voltando… isso aqui não vai virar a cidadela fantasma do pica-pau, hein?! 

Fecha a sessão desculpa.

O Atraso do Convite

17 mar

DENÚNCIA: Há meia hora atrás, exatamente às 23h15 do dia 16 do presente mês, abri casualmente meus e-mails. E eis que estava lá! O tão esperado convite para a Assembléia Pública pelo Belas Artes! Detalhezinho: a data! Foi hoje, às 19h!!!´

Maldade… maldade enviarem o convite no dia da assembléia.

Só nos resta torce para que tudo tenha dado certo!!!

Quando tiver mais notícias, repasso por aqui.

Fecha o reclame aqui.

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A vida sexual da mulher feia

11 mar

Auto lá! Este NÃO é um post autobiográfico!

É sobre o livro que acabo de ler. Por “acabo” entenda-se há uma semana.

RAIO X

Título: A Vida Sexual da Mulher Feia

Autora (-a): Claudia Tajes

Sinopse: Em primeira pessoa, Ju (nome de batismo Jucianara) narra suas peripécias amorosas, em formato de tese, e de como sua feiura afeta cada uma de suas aventuras. Com extremo bom humor, Claudia Tajes satiriza o quanto que a aparência afeta nossas vidas, principalmente das mulheres, sejam elas realmente feias ou não. Como este post, não é uma biografia (nem auto-ajuda, viu?!)

 

 

Antes de escrever este post li algumas resenhas pela internet a fora e não concordei muito com elas. A maioria se fixa na óbvia influência que a beleza tem na sociedade, desde conseguir um emprego até ser admirada por homens em uma balada. Mas teve uma que se destacou por hilariamente classificar o livro como “assustador e medonho”.

Mas o que eu achei sobre o livro? Ele me divertiu bastante durante um dia quase inteiro! Ele é bem engraçado! Proporciona um riso de identificação, porque ao menos uma vez na vida todo mundo já se sentiu feio. E é exatamente isso que criticamente é interessante ressaltar, como as pessoas se auto classificam/identificam com rótulos, sejam eles quais forem. A Ju do livro, logo que é considerada abertamente pelos outros como feia, aceita e passa a se entender por gente como feia.

Quanto à escrita de Claudia Tajes, considerando que este é o primeiro de seus livro que eu leio, achei envolventemente boa. Desde o formato de composição do livro até os depoimentos das mulheres feias no final. E olha que tem uns depoimentos muuuuuuito engraçados! A única coisa da qual não gostei muito foi a conclusão muito politicamente correta de que todas as mulheres, sejam elas bonitas ou feias, “se verão, com frequência, diante de desencontros e desencantos. Até que entendo que seja necessária a presença desta conclusão batida, mas não gosto dela (é quase como, junto do aviso de “isto é uma obra de ficção”, colocassem um aviso de “não fazemos apologia ao uso de drogas” no começo do Tapa na Pantera. Mas enfim, vale a pena ser lido! Aqui vai um dos depoimentos (fictícios, creio eu), com direito a resposta da própria Ju:

Ju, eu e minha melhor amiga estamos grávidas do mesmo homem, que se nega a assumir qualquer um dos filhos. Você acha que devemos constituir o mesmo advogado, para facilitar os trâmites? Luiza, de Caxias, em nome também de bianca, da mesma cidade.”

“Em primeiro lugar, Luiza, não posso deixar de observar que existe uma certa dose de pouca-vergonha no seu caso. Só falta você me dizer que as duas engravidaram na mesma sessão. Bem, após consultar informalmente as doutoras Sarita e Milene, advogadas da Baticum FM, aconselho vocês a constituírem advogados diferentes. A justiça é conservadora e quanto menos o tribunal se parecer com uma grande orgia, melhor. Pelo menos quando estamos olhando. Bom parto para você e sua amiga.”

 

E agora um dos depoimentos reais (creio eu):

“Era meu vizinho e um dia o encontrei chegando de muletas. Havia quebrado a perna e passaria  quatro meses engessado até a coxa. Foi a primeira vez que falou comigo, e se mostrou interessado em continuar a conversa mais tarde. No outro dia, fui visitá-lo e terminei por ajudar no seu banho. Na quinta-feira seguinte dormi com ele, o que exigiu de mim certa perícia para não esfacelar-lhe ainda mais a perna. Enquanto durou o gesso, fui sua enfermeira, doméstica e namorada, não obrigatoriamente nessa ordem. Tão logo se viu curado, e já que podia até correr, passou a fugir de mim. Hoje mal nos cumprimentamos. Uma amiga sugeriu que eu entre com uma ação trabalhista contra ele. Já que não posso recuperar meu tempo, que ele seja remunerado, ao menos.”

O que eu comprei, em uma banca de jornal por R$ 14,00, é da L&PM e tem pouquíssimos erros de digitação/revisão, o que as versões pockets costumam estar cheias. A capa da L&PM é a segunda postada. A primeira capa é da editora AGIR e custa R$23,70 na Fnac. Pessoalmente, gosto mais da capa da L&PM.

Pra quem ficou com vontade e não quer comprar, pode baixar o e-book AQUI.

E para os mais curiosos, uma foto da senhorita Claudinha Tajes, que é bonita!!!

Fecha o livro.

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O Noitão parte 2

9 mar

Finda o Carnaval, começa a ressaca (ressaca normal ou moral; ou só aquela preguicinha de voltar a vida normal – de realmente começar o ano). E volto eu com o meu post prometido para o dia 5, mas como tudo, ficou pra depois do Carnaval.

Por enquanto o Belas Artes segue funcionando até o dia 17 de março, aguardando decisão judicial. Haverá assembléia com alguns vereadores em breve, aberta ao público. Aviso quando souber de mais detalhes!



Além disso, há a campanha “encha o saco do prefeito” para que ele tome uma atitude/posição neste assunto. Aqui o e-mail dele: gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br

Agora a parte sobre o Noitão mesmo. Nesta sexta o Noitão ocupou apenas duas das seis salas, e, por conta do feriado e da data inusitada, nem estava esgotado como sempre. Mas como sempre, este senhor estava presente. Este, assim sem nome pra conservar o status de mito, senhorzinho está presente em quase todo Noitão, além de frequentar o Belas Artes ao menos uma vez por semana. Inteligentíssimo e sensibilíssimo, dono de comentários muito bons.



O tema era “Mundos Paralelos”, mas não com uma conotação voltada para a ficção científica, paralelos como visões paralelas, pontos de vistas não tão comuns.

Escolhi a sala 4, que tinha como primeiro filme Os Famosos e os Duendes da Morte. Sinceramente, esperava mais deste filme. O enredo não tinha nada de mais, um garoto de uma cidade do interior que não se encaixa nela tem a internet como fuga do convívio com a mãe, que não supera a morte do marido, e de pessoas que não o compreendem. E isso acaba originando uma mistura entre o real e o virtual.



O que realmente chama a atenção é a trilha sonora, o enquadramento e a fotografia do filme, e SÓ! Como uma boa brisa, as imagens transmitem um quê de magia, e ao som de Bob Dylan tudo melhora.

A exibição do longa ainda contou com a presença do próprio Esmir Filho e do autor do livro que inspirou o filme (Música para Quando as Luzes se Apagam), Ismael Caneppele.



O filme surpresa confesso que não lembro o nome, era uma comédia italiana bem divertidinha sobre as dificuldades da adolescência, os ideais e a iniciação sexual. Achei bem parecido com As Melhores Coisas do Mundo, mas um pouco mais realista e menos dramático.

Mas o que eu mais gostei foi o último. Um filme francês de 2006.Nome? Eu me chamo Elisabeth. Enredo? Uma menininha muito fofa se sente sozinha depois de sua irmã sair de casa para estudar. Os pais se separando, não têm tempo pra ela. Eis que um dos pacientes psiquiátricos de seu pai foge e aparece em seu quintal. Elisabeth passa a escondê-lo e a tratá-lo como seu melhor amigo.



Os filmes acabam, vem o café da manhã, a volta à realidade e a volta para casa. Mas a esperança continua: Salvem o Belas Artes!

E pra fechar a prometida vista do janelão:


E que tenha mais Noitões!

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Noitão!

4 mar

Esta sexta-feira terá mais um noitão no Belas Artes.

Mais uma oportunidade de assinar os abaixo-assinados contra o fechamento do cinema. E mais uma oportunidade também de assistir a Os famosos e os duendes da morte, primeiro longa de Esmir Filho (aquele cara que fez o Tapa na Pantera).



Este filme foi exibido o ano passado como parte da Mostra Internacional de Cinema, mas como a Mostra é a Mostra – o que quer dizer que certamente os ingressos de quase todos os filmes esgotam umas três horas antes da sessão – aposto que deve ter várias pessoinhas que, assim como eu, tentaram, mas ainda não viram o filme.  Para estas, nos vemos no noitão, yey!

Trailerzinho pra reatiçar a vontade:



E se você não sabe o que é o Tapa na Pantera, aqui vai o vídeo! Aliás, os vídeos… porque o da entrevista também é divertidinho.



Vocês também ficam imaginando se suas vovozinhas seriam assim se fumassem? Olha, certezão que a minha seria pior… o “fuma aqui, toma o chá” teria até coreografia! rsrs

Amanhã tem post sobre o noitão, o Belas Artes e a polêmica do fechamento, com direito a foto da vista do janelão!

Bota no modo espera.

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