Aniversário de Namoro

9 jun

Na verdade, foi há quatro dias, mas as comemorações atrasaram o post. E sei também que este blog não tem foco tãaao pessoal assim para falar sobre meu namoro, mas é que é um caso especial mais sobre a comemoração do que sobre o namoro em si.

Tivemos duas partes da comemoração principal, a primeira, mais comunzinha, comer em um lugar que eu gosto, ficar conversando, etc. E a segunda, um tanto mais incomum, foi um dia todo jogando Civilization V! – e por insistência minha, diga-se de passagem.

Antes de Civi, eu não gostava muito de jogos (de computador ou video games em geral) principalmente os muito longos. Eu jogava apenas Mario, Tetris ou algo parecido com isso, mas com este foi diferente… com este, meus olhos brilharam… foi amor a primeira vista!

Sem meu romantismo antropomórfico, conheci o jogo (apresentado pelo meu namorado) há mais ou menos um mês. É um jogo de estratégia em turnos e pertence a uma franquia com o mesmo nome (bahh… obviamente, já que este é o quinto, né?). Você pode escolher entre um total de 18 civilizações diferentes para jogar, cada uma com seus conceitos e características próprias (Eu estou jogando como Gengis Khan, o Mongol! E ele está jogando como Gandhi, o Mahatma).

O objetivo é mais ou menos simples, você tem que administrar sua civilização, politica, econômica, culturamente, etc, da era da pedra até a espacial.Tem que considerar muitas variantes, como a imagem internacional de seu país, a felicidade de seus habitantes, desenvolvimento de pesquisas tecnológicas e muito mais.

Os gráficos são muito legais e jogo em si parece um pouco com tabuleiro, cada espaço é simbolizado por hexágonos e os lugares que você ainda não conhece ficam cobertos por nuvens até serem explorados. Sobretudo, o que eu achei mais legal é o foco histórico que o jogo tem, e além disso há mais jeitos de ganhar além de destruir todas as outras civilizações. Você pode, por exemplo, ser o primeiro a lançar uma nave espacial, ou completar três classes completas de política.

Abaixo o início do jogo para quem, como eu, escolhe o mongol de cabelos longos.

Sim, é muito viciante e eu recomendo.

Fecha a love story.

Atrocidades do mundo virtual

7 jun

Em dias em que Alexandre Pires é processado por sexismo enquanto o Pânico exibe mocinhas vestindo micro biquínis e fazendo provas de esforço físico (tipo revivendo a banheira do Gugu), todos os programas de domingo (e até de sábado) expõem dançarinas e assistentes de palco em roupas mais que apelativas, eis que euzinha me assusto com uma imagem compartilhada por vários, inclusive por mim, no facebook.

Na verdade não é a imagem em si que me assustou, mas os comentários (sim, fui boba o suficiente de ficar lendo os comentários – aliás não eram poucos – mas valeu como vivência antropológica).  A imagem era uma crítica sobre as fotos relacionadas à Marcha das Vadias que foram vetadas no facebook por conter conteúdo impróprio (S-E-I-O-S de uma protestante) comparando o nu de protesto e o nu do Carnaval (usando uma foto da Globeleza) e a aceitação deste tipo de imagem e repúdio do primeiro tipo. Os comentários em geral poderiam se encaixar em três grupos principais: 1- aqueles que falavam que é inaceitável esse tipo de imagem porque os seios eram caídos e feios, então não deveriam ser mostrados (eram seios normais de uma mulher negra – não que a raça em si faça alguma diferença, só a título de descrição); 2- os que falavam que era uma pouca vergonha esse tipo de mulher (vadias) saírem às ruas (não sendo informados o suficiente e nem  se preocupando em informar-se antes de criticar fervorosamente); 3- aqueles “ô lá em casa!” voltados para a Globeleza e de que o Carnaval sim que é uma real forma de expressão. Isso tudo incluindo xingamentos à mulher da imagem e aos 5% que comentaram tão chocados quanto eu.

Sei que o excesso de descrição não é confortável, mas é que não pude pegar um print porque, sim, a imagem foi vetada.

Eu fiquei extremamente chocada com a falta de informação de pessoas que têm acesso a internet e tempo livre suficiente para fazer comentários negativos, e, o mais pavoroso, a quantidade desse tipo comentário vindo de mulheres. E triste também ao perceber que meu choque era causado por exatamente aquilo que acuso os donos dos comentários: falta de informação. Senti-me tão fechada no meu mundinho de pessoas “normais”, que acho que esqueci que ainda há pessoas assim nesse mundo. Sabe quando você encara as coisas mais distantes como mitos (acredita, mas não pertence à sua época), e se assusta ao ver seu mito tornando-se real? Isso.

Na verdade faz alguns dias que isso aconteceu e no momento me conformei a só compartilhar a imagem e acrescentar a minha tristeza a ver aqueles comentários. Mas hoje, lembrei disso mais fortemente ao, vendo alguns blogs, cair no Escreva, Lola, Escreva, blog feminista que (olha a falta de informação aí gente!) eu não sabia que existia.

Para não alongar ainda mais o post, encerro por aqui, deixando a recomendação de que leiam o post da Lola que fala sobre este caso melhor que eu Aqui.

não fecha o desabafo, espalha por aí.

Progressão Fogométrica

4 jun

Denominamos de progressão geométrica, ou simplesmente PG, toda sequência de números não nulos em que cada um deles, multiplicado por um número fixo, resulta no próximo número da sequência. Esse número fixo é chamado de razão da progressão e os números da sequência recebem o nome de termos da progressão.

Não, você não errou o endereço do blog. É mesmo o Não Identificados! É que vagando hoje pelo youtube para buscar referências para fazer nosso primeiro vídeo de stop-motion (sim! faremos um stop-motion em breve! yay!), quando me deparei com um vídeo bem interessante que me fez lembrar a, já algum tempo esquecida, progressão geométrica (e de quebra a aritmética também =). O vídeo na verdade retrata uma alegoria de reação em cadeia, e até poderia ser usado por ativistas contra queimadas.

E aqui está o vídeo:

 

fecha a aula de matemática

Adeus ao Trololó

4 jun

Quem nunca viu ou ouviu falar do vídeo do Trololó (ou, ainda pior, ficou com a musiquinha colada na cabeça)?

O barítono do vídeo, chamado Eduard Khil, é russo e fez sucesso em seu país cantando músicas populares russas. A história do famoso vídeo é a seguinte: a letra original da música falava sobre os Estados Unidos. EUA x União Soviética (pois ainda era naquele tempo) não é uma combinação muito saudável, então o senhor Khil deu um jeitinho substituindo a letra da canção por Trololólololó-trolololólólóló’s. E hoje, aos setenta e sete anos, após ter sofrido um derrame, Eduard Khil morreu.

Para quem ainda não viu, aqui está uma chance de ver!!! Trololó:

E para homenagear Eduard Khil, um moço especial de muita trolololagem, reuni outros moços especiais. Primeiramente, o rei, a Derci versão menininho, sim, ele, Sílvio Santos! MaÔi:

E agora, aquele cuja voz só se equipara ao olhar de Glaurung. Sim, ele, Saruman!

Fecha a sessão nota

Os Coelhos da Mente

31 maio

Atenção! Este post pode ser mais longo que os cabelos de rapunzel.

Ao ouvir a palavra COELHO qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça?

Se você é uma mocinha, aposto que provavelmente pensou nisso:

(pensamento gordo…)

E se você é um menininho, deve ter pensado nisso:

(Ou algo parecido, né? 😉 vai que me chamam de sexista…)

Mas na verdade não é sobre esses tipos de coelho que este post versa. É sobre a simbologia em si dos coelhos.

Já parou para pensar em quantos filmes os coelhos são o foco principal ou o coadjuvante que faz toda a diferença? E a personalidade intrigante e meio bizarra que os cerca?

De acordo com alguns (pois apesar de ser o livro mais pop do mundo eu ainda não o li) a primeira referência intrigante sobre coelhos está na Bíblia, na qual ele é o sinal de que se está no caminho certo. Depois segue-se uma legião de personagens e referências, como o coelho branco de Alice (por que afinal ele estava sempre tão atrasado? e se não queria ser seguido pela Alice, por que então insistia tanto em pegar os caminhos por onde ela estava passando?); o Pernalonga (aposto que era ele que vivia na boca do Danny em O Iluminado ‘What’s up doc?”); e o Roger Rabbit então? (como vocês acham que ele conseguiu ficar com a Jéssica??? só sei que ele não era jogador de futebol…)

Estou dizendo… Chamem Wallace e Gromit! Os coelhos querem dominar o mundo! O Guia do Mochileiro das Galáxia nos alertava sobre a malícia dos golfinhos, mas é com outro mamífero que devemos nos preocupar.

Brincadeiras a parte, toda essa teoria da conspiração para introduzir um filme que vi este final de semana. Os mais entendidos já devem ter seguido o coelho até a verdade. Mas eu, que sou apenas meio entendida, nunca tinha ouvido falar sobre Donnie Darko.

pausa pro comentário!

Entrei no wikipédia pra fazer uma colinha (não queria errar Gyllenhaal, muitos L’s e A’s) e fiquei encantada com o avisinho de spoiler! O melhor é que tem avisinho no começo e no final também! rsrs

volta à conspiração!

Pois bem, não sei se eu que estava muito meditativa no dia ou se realmente o filme é intenso e lhe convida para reflexões sem fim. Quase empurrou Dogville para segundo lugar de filmes que eu sempre recomendei meus amiguinhos que assistissem em dias felizinhos para não ouvirem a voz da depressão.

Sinopse padrão: Donnie Darko é um rapaz que tem um amigo imaginário, um coelho de dois metros de altura chamado Frank, que lhe avisa que o mundo vai acabar em 28 dias. Na noite seguinte uma turbina de avião cai sobre sua casa e o coelho o obriga a cometer uma série de vandalismos.

Quando procurei sobre o filme, descobri um outro (que agora quero assistir!) chamado Meu Amigo Harvey, de 1950, e adivinhem quem é HARVEY! Sim, um coelho de dois metros de altura. Basicamente, o protagonista é um cara normal , mas bebe um pouco demais e tem um amigo imaginário, o coelho. Todos acham graça, menos sua irmã, que tenta interná-lo num hospício, mas acaba ela mesma internada. É um filme que brinca com a noção de sanidade. Achei curioso o fato de terem algumas ideias parecidas, talvez uma leve inspiração até, e de um filme dessa época desbravar um assunto um tanto quanto polêmico. Cartaz do filme pra ilustrar!

Mas voltando ao Frank, quero dizer, ao Donnie Darko. É um filme meio com cara de independente, apesar de ter Drew Barrymore no elenco. É um filme com completo ar anos 80, incluindo trilha sonora (love it!), figurino e principalmente cabelos da época, apesar de ser de 2001. É surpreendente até mesmo pelo final (única coisa que eu não gostei do filme). Merece ser um clássico cult.

Na sinopse diz que Frank o obriga a fazer uma série de vandalismos, mas eu discordo. O primeiro motivo é que ele não é “obrigado”, ele opta por fazer todas as coisas que o coelho quer como opção para participar e, sobretudo, saber qual é o grande plano, o sentido, o caminho (do próprio coelho ou da entidade misteriosa que a tudo governa).  O segundo, é que não são simples vandalismos, são protestos eloquentes à sociedade na qual Donnie está inserido, consequentemente às vezes mal interpretados, o que acaba gerando aquela agoniazinha dualista de “afinal, o coelho é bom ou mau?”

O filme segue com questionamentos sobre viagem no tempo, mundos paralelos, etc., citando principalmente um livro do Stephen Hawking, e um da Roberta Sparrow, que aliás aparece como um personagem do filme. O personagem de Roberta Sparrow é apelidado pelos jovens do lugar de “vovó morte”, uma espécie de velha dos gatos (sabe, aquela dos simpsons…) com alzheimer e de longe foi o personagem que mais me cativou, mesmo não tendo muito destaque no filme, apesar da gigante importância.

Antes que eu precise de um dos avisos anti-spoiler do wikipedia, vou parar de falar sobre partes do filme e comentá-lo como um todo (mas se alguém quiser spoilers a lot pode acessar este outro post de Rodrigo Ghedin AQUI.

É um filme que questiona atitudes e consequências, da mesma forma que Efeito Borboleta, A Máquina do Tempo, entre outros. Discute também vida e morte, e o gap entre as duas extremidades, pelo que vale a pena lutar, do que é feito o mundo, etc.

Tem uma partezinha de romancezinho meio melodramático, mas não desmereça o filme apenas por isso, ele tem muito mais a oferecer.

Eu sei que até agora não coloquei nenhuma imagem do filme, mas era para parafraseá-lo, deixando o impacto para o final. Eis aqui o coelhinho simpático que grudou na minha retina na noite do último sábado (a ponto de ter de assistir Bob Esponja para parar de pensar e dormir), Frank.

E O diálogo do filme: “Por que você fica vestindo esta etúpida fantasia de coelho?” “Por que você fica vestindo esta estúpida fantasia de homem?”

E, como não podia faltar: “Todas as criaturas morrem sozinhas.”

Se alguém não entender o filme, tem um esqueminha que explica tudo detalhadamente (e de forma nada formal). Você pode encontrar o esqueminha clicando AQUI.

fecha a sessão cabeçuda.

A VOLTA

30 maio

Alô Alô, testando! Olha! ainda funciona…

Os dias tornaram-se tumultuados, a vida social gritou e por fim me desliguei completamente da blogosfera. Até que… para minha surpresa (para noooossa alegria! #oldie), descobri que o blog estava tendo beeem mais acessos do que quando eu estava postando, além de receber várias visitinhas gringas (Alô Portugal!)!

Por isso, estamos de volta e a todo vapor!!!

Para começar esse retorno bem vou dar uma dica especial… a loja Reticências…

Estava eu com aquele comichão consumista, dominada pela imagem da coleção do Christian Louboutin de tênis com tachas, fotinho abaixo para dar mais água na boca:

Foi quando me deparei com a Reticências.

Até onde eu sei, eles estão começando, portanto no site ainda não tem muita coisa e acho que o facebook ainda não está ativo. Mas tudo isso foi compensado ao ver esse par de tênis iate mais do que especial!!! O desejo de tê-lo foi tão intenso que não suportei esperar os correios e pedi para retirar meu pedido. Eles foram super atenciosos e marcaram a retirada bem rapidinho!

Olha só como são lindos:

O tênis é maravilhoso, todo trabalhado na inspiração punk mas com toque de feminilidade traduzido no tamanho e na escolha do tipo de tacha. Conversei com eles e me disseram que também fazem por encomenda, se você quiser uma disposição especial das tachas!!!

Agora estou de olho no colarzinho de sal grosso lindo de viver, que certeza será a próxima aquisição!!!

O endereço da loja é lojareticencias.wordpress.com, e também existe a loja no tanlup.

Gostaram da recomendação? Tem alguma loja online com coisas diferentes que vocês recomendam? let me know!

Beijos e

fecha a sessão retorno

No banco do cinema do Brasil

15 abr

Aproveitando que já estou com a mão na massa, deixem-me propagar mais uma coletânea/mostra cinematográfica que acontece por estes dias aqui em Sampa.

Nome? CINEMA BRASILEIRO: ANOS 2000, 10 QUESTÕES.

ONDE? no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), meu filho (ali entre a Sé e São Bento, atrás da Bolsa, perto do Pátio do Colégio, depois da vista do Banespa, oops, quero dizer, Satander! Ali!)

Quando? Começou dia 13 e vai até o meu feriado, dia 1 de maio!


É uma ótima oportunidade de ver (e rever) os filmes tupiniquins da última década; e uma melhor ainda de discuti-los e entender a fase cultural e de explosão cinematográfica que nosso país vêm passando. Sim! Tem debates após a última sessão de cada dia.

A programação completinha, com direito a sinopse dos longas (e dos curtas!!!) estão no site, é só clicar AQUI.

Só tem um porém. Não sei o ocorreu, mas a relação de filmes na sinopse não é exatamente a mesma da programação. Por exemplo, tem a sinopse de A Pedra do Reino, mas o filme não consta na programação…

Mas nada que uma ligaçãozinha ou passar por lá não esclareça!

Apaga a luz!

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