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Oscar 2011

1 mar

A maioria dos blogs certamente neste dia pós-oscar postaram listas dos vestidos que mais gostaram e dos que não gostaram e etc etc. No entanto, há aqueles diferentes por definição que resolvem ter uma outra abordagem. O blog Jornal Espalha Fato fez uma lista dos piores vestidos do Oscar AQUI, é uma boa seleção.

Sobre os trajes limito-me a dizer que não vi nada muito surpreendente ou que tenha super-adorado.

O que realmente gostei foi a vitória de melhor atriz da Natalie Portman. Ainda não vi O Discurso do Rei, mas entre todos os outros, o Cisne Negro certamente era o meu favorito.

Além de um Oscar, o filme ganhou quatro prêmios do Spirit Awards, o Oscar do cinema independente: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e melhor fotografia.

Aliás, prefiro a premiação independente do que a do mainstream. Nela premiaram merecidamente Minhas Mães e Meu Pai como melhor roteiro e o nosso Lixo Extraordinário (sobre o trabalho do artista plástico paulista Vik Muniz) como melhor documentário.


Outros ganhadores do Oscar que merecem atenção é o belíssimo figurino de Alice no País das Maravilhas (que mesmo adorando quase todos os trabalhos do Tim Burton, achei apenas esteticamente bonito, fraco de roteiro e ritmo); e Toy Story 3 como melhor canção original (e deveria ter ganho também como melhor filme!!!!!!)

E para fechar, mesmo amando incondicionalmente o senhor Cabeça de Batata, a melhor parte do filme: Buzz modo espanhol! Que hombre!

O cisne que surpreende

18 fev

O Lago dos Cisnes, do russo Tchaikovsky, tem mais de 130 anos e com certeza é um dos balés mais encenados. Até mesmo a loiríssima polivalente Barbie já o encenou em um filme (e claro, lançou uma coleção de bonecas com o mesmo tema).

DVD Barbie, o lago dos cisnes

O enredo, a música, e até mesmo o figurino (foi com a estréia do Lago dos Cisnes que as bailarinas passaram a usar o tutu curto) são referências clássicas, quase populares. Até mesmo quem não conhece, experimenta uma sensação de d’javu quando ouve suas músicas, seja por serem usadas em festas de formatura, casamento, etc, ou até mesmo em um desenho do pernalonga.

Como então pode ganhar ares de novidade? Fizeram esta pergunta ao Darren Aronofsky, ele pegou toda a sensibilidade que usou em A Fonte da Vida, e depois de uns dois anos ele trouxe Cisne Negro como resposta.

E que resposta boa, hein? Nem precisou do beijo lésbico para chamar atenção sobre ele. A estréia foi há duas semanas aqui no Brasil e eu já assisti duas vezes, e mesmo assim, só de pensar no filme dá vontade de ver de novo. Mas sinceridade, no começo o filme me decepcionou um tanto. Um pouco monótono e sem tensão, eu ficava tentando analisar a volta da Winona Ryder, lembrar qual série a Lilly (ela era a Jackie de That’s 70’s Show) e qual filme nacional o Thomas tinha feito (À Deriva).

Enquanto o envolvimento com o filme ia aumentando e os arrepios aparecendo, achei a relação da Nina com sua mãe muito parecida com a relação em Carrie, a Estranha; e o desenrolar da sua “loucura” me lembrou O Mistério das Duas Irmãs.

Mas aí, aquela música… aquela câmera… aquela fotografia… vão fazendo você desmanchar a careta de velha desgostosa e se entregar completamente, subindo, subindo cada vez mais, com a respiração suspensa, esperando o clímax. Eis que ele chega! e morre logo em seguida…

O filme acaba. Assim. Ele simplesmente acaba. E você sai da sala meio suspensa naquela áurea, tremendo com aquela sensação de ópera, aquela sensação de sonho.

Se eu recomendo? Eu e o mundo todo.

E pra fechar o belíssimo cartaz do filme.

cartaz cisne negro

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