Tag Archives: Eu me Chamo Elisabeth

O Noitão parte 2

9 mar

Finda o Carnaval, começa a ressaca (ressaca normal ou moral; ou só aquela preguicinha de voltar a vida normal – de realmente começar o ano). E volto eu com o meu post prometido para o dia 5, mas como tudo, ficou pra depois do Carnaval.

Por enquanto o Belas Artes segue funcionando até o dia 17 de março, aguardando decisão judicial. Haverá assembléia com alguns vereadores em breve, aberta ao público. Aviso quando souber de mais detalhes!



Além disso, há a campanha “encha o saco do prefeito” para que ele tome uma atitude/posição neste assunto. Aqui o e-mail dele: gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br

Agora a parte sobre o Noitão mesmo. Nesta sexta o Noitão ocupou apenas duas das seis salas, e, por conta do feriado e da data inusitada, nem estava esgotado como sempre. Mas como sempre, este senhor estava presente. Este, assim sem nome pra conservar o status de mito, senhorzinho está presente em quase todo Noitão, além de frequentar o Belas Artes ao menos uma vez por semana. Inteligentíssimo e sensibilíssimo, dono de comentários muito bons.



O tema era “Mundos Paralelos”, mas não com uma conotação voltada para a ficção científica, paralelos como visões paralelas, pontos de vistas não tão comuns.

Escolhi a sala 4, que tinha como primeiro filme Os Famosos e os Duendes da Morte. Sinceramente, esperava mais deste filme. O enredo não tinha nada de mais, um garoto de uma cidade do interior que não se encaixa nela tem a internet como fuga do convívio com a mãe, que não supera a morte do marido, e de pessoas que não o compreendem. E isso acaba originando uma mistura entre o real e o virtual.



O que realmente chama a atenção é a trilha sonora, o enquadramento e a fotografia do filme, e SÓ! Como uma boa brisa, as imagens transmitem um quê de magia, e ao som de Bob Dylan tudo melhora.

A exibição do longa ainda contou com a presença do próprio Esmir Filho e do autor do livro que inspirou o filme (Música para Quando as Luzes se Apagam), Ismael Caneppele.



O filme surpresa confesso que não lembro o nome, era uma comédia italiana bem divertidinha sobre as dificuldades da adolescência, os ideais e a iniciação sexual. Achei bem parecido com As Melhores Coisas do Mundo, mas um pouco mais realista e menos dramático.

Mas o que eu mais gostei foi o último. Um filme francês de 2006.Nome? Eu me chamo Elisabeth. Enredo? Uma menininha muito fofa se sente sozinha depois de sua irmã sair de casa para estudar. Os pais se separando, não têm tempo pra ela. Eis que um dos pacientes psiquiátricos de seu pai foge e aparece em seu quintal. Elisabeth passa a escondê-lo e a tratá-lo como seu melhor amigo.



Os filmes acabam, vem o café da manhã, a volta à realidade e a volta para casa. Mas a esperança continua: Salvem o Belas Artes!

E pra fechar a prometida vista do janelão:


E que tenha mais Noitões!

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